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A Contaminação de Alergênicos nas Embalagens: isso é possível?

Alergênicos nas Embalagens

Sim, a composição das embalagens e a contaminação causada por lubrificantes pode representar contaminação de alergênicos nas embalagens

Quem trabalha na indústria de embalagens ou mesmo quem trabalha em uma indústria de alimentos provavelmente já ouviu falar de alergênicos nas embalagens.

E quando falo de embalagem, não falo de rótulo. Existe uma diferença.

A embalagem é o recipiente para garantir a conservação e facilitar o transporte do alimento, garantindo sua integridade.

Já o rótulo é a descrição, legenda, imagem ou matéria descritiva colada, impressa ou gravada na embalagem.

Diversos alimentos em uma mesa, como queijos, salsichas, pães, frutas, enlatados etc - alergênicos nas embalagens
Fonte: Image by bearfotos on Freepik – Alergênicos nas embalagens

Alergênicos nas embalagens

Composição da embalagem

Uma embalagem pode ser composta de diversos materiais, como plásticos, adesivos, ceras, parafinas, borrachas, materiais de celulose, vidro, cerâmica etc.

No caso de embalagens para alimentos, o controle desses materiais deve ser maior, uma vez que as substâncias presentes nesses materiais podem migrar para os alimentos e representar riscos para a saúde humana.

A escolha do material de embalagem deve ser feita pelo fabricante do produto pensando na vida de prateleira e nas características daquele produto (Imagine se toda embalagem de pão de forma fosse de papel, os pães estariam sempre duros).

Por isso, existem legislações da Anvisa e do Mercosul que determinam quais materiais podem ser utilizados para embalagens de alimentos.

Por exemplo, muita gente já ouviu falar do tal do Bisfenol A ou BPA, que foi muito utilizado na fabricação de mamadeiras e copos infantis.

Porém, ocorreu uma grande polêmica devido à divulgação de alguns estudos que questionavam sua segurança, chegando a nível de discutir até com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para prevenir que ocorresse qualquer problema grave, o Brasil decidiu proibir a importação e a fabricação de mamadeiras fabricadas neste material, por meio da RDC n° 41, de 16 de setembro de 2011.

Ou seja, isso é um exemplo para visualizarmos a importância da segurança dos materiais de embalagem que entram em contato com alimentos.

Alergênicos nas embalagens

Se você já leu o conteúdo anterior sobre alergênicos no rótulo, você já sabe o que é obrigatório declarar de alergênicos de acordo com a legislação.

Porém, neste caso, não estou falando de alergênico no rótulo, estou falando de alergênicos nas emblagens mesmo.

Por exemplo, o látex é um dos alergênicos que se encontra na RDC 26/2015 e é permitida a sua utilização na composição dos materiais de embalagem.

E existe uma legislação para autorizar esse uso, que é a Resolução n° 123, de 19 de junho de 2001.

Porém, caso ele seja utilizado, deve ser informada no rótulo a presença dele. Por exemplo: PODE CONTER LÁTEX.

De nada adianta a empresa fazer todo um controle de alergênicos em todas as matérias-primas, na produção, no estoque, no transporte etc e não fazer o controle nos materiais de embalagem.

Contaminação cruzada na embalagem

A contaminação cruzada ocorre quando há a contaminação acidental.

Um exemplo muito próximo é se cortarmos carne crua em uma tábua e logo depois, na mesma tábua, cortarmos a salada. Podemos passar microrganismos da carne para a salada (a carne será cozida mas a salada não).

No caso dos materiais de embalagem, na sua fabricação, podem ser utilizados óleos lubrificantes, solventes e aditivos nos equipamentos.

Essas substâncias TAMBÉM DEVEM SER LEVADAS EM CONTA. Elas devem ser de grau alimentício, ou seja, caso ocorra uma contaminação acidental da embalagem com tal substância, não representará risco à saúde do consumidor.

E grau alimentício não significa que sejam comestíveis! O fato de ser grau alimentício apenas significa que uma pessoa pode consumir resquícios dele e não ter problema algum de saúde.

E além de serem de grau alimentício, é importante avaliar se contêm alergênicos.

Por exemplo, alguns dos lubrificantes podem ser derivados de óleo de amendoim ou óleo de soja (dois dos alergênicos obrigatórios para se declarar no rótulo).

É por isso que os fabricantes de alimentos devem solicitar aos seus fornecedores de embalagem as documentações referentes aos lubrificantes utilizados, para saber também se há contaminação acidental de alergênicos nas embalagens e incluir em seu rótulo.

Todos esses processos fazem parte do PCAL – Programa de Controle de Alergênicos, que é uma exigência da legislação da alergênicos.

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